Perene

quinta-feira, março 24, 2005

Protesto III

Passeando pela vida

Sempre passei devagar pela vida apressada porque não queria chegar depressa ao fim.
Era quotidiano cinzento pintado a fresco nas sombras de um quadro que nunca cheguei a ser.
Fui deixando pistas que nunca seguiste. Desbravei trilhos que nunca quiseste pisar.
Mas era eu que te aparecia nos sonos serenos de Inverno. Teus. Meus pesadelos diurnos que nunca consegui acordar.
Fui vivendo paciente até ao instante em que foste então e finalmente minha.
Uma vida que demorou demais até este instante. Minha. A vida eterna que arrastou a tua ao seu ritmo sem lembrar que eras breve. Mortal. Normal.
Agora que te tenho, perdi-te...

Esta VOZ calou-se.
E eu continuo a protestar PROTESTO,PROTESTO,PROTESTO!!!

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