Perene

sábado, março 26, 2005

(In) existências

Adoro a maneira como sonhas um mundo só teu.
Se eu existisse nele, gostaria de ser apenas um desconhecido que nunca tivesses amado.
Se eu existisse nele, gostaria mesmo de nunca ter existido. Assim, a desilusão não seria mais que uma ilusão.
Agora, observo-te de longe na tua abstracção que se finge vida. Vestiste a noite na noite em que parti.
E eu adoro a tua inexistência. Se um dia voltasses a existir, não quereria mais que a tua existência.

Imaginado por A VOZ que nos deixou prematuramente, com as suas palavras penduradas por um fio de coco.

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