Perene

quinta-feira, outubro 20, 2005

Bad Day

Where is the moment we need at the most
You kick up the leaves and the magic is lost
They tell me your blue skies fade to grey
They tell me your passion's gone away
And I don't need no carryin' on
You stand in the line just to hit a new low
You're faking a smile with the coffee to go
You tell me your life's been way off line
You're falling to pieces everytime
And I don't need no carryin' on
Cause you had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
The camera don't lie
You're coming back down and you really don't mind
You had a bad day
You had a bad day
Well you need a blue sky holiday
The point is they laugh at what you say
And I don't need no carryin' on
You had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
The camera don't lie
You're coming back down and you really don't mind
You had a bad day
(Oh.. Holiday..)
Sometimes the system goes on the blink
And the whole thing turns out wrong
You might not make it back and you know
That you could be well oh that strong
And I'm not wrong
So where is the passion when you need it the most
Oh you and I
You kick up the leaves and the magic is lost
Cause you had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
You've seen what you like
And how does it feel for one more time
You had a bad day
You had a bad day

Daniel Powter

terça-feira, outubro 18, 2005


Vivo desde 2001
numa casinha na parte antiga de uma terreola junto ao Tejo; sitio que concebi para que eu tivesse o espaço físico e mental para fazer os meus trabalhos (que requerem mesmo muito espaço e tempo).


A casa em questão é uma casa com mais de 100 anos que foi dividida em duas parcelas por uma parede de tabique. A parcela adjacente à minha foi recentemente vendida. Os novos proprietários além das obras insólitas que põem a minha casa em risco de colapso têm tido uma postura ainda bastante mais insólita.
Primeiro, o proprietário, que é quem está a fazer as obras propriamente ditas,em part-time, ou seja fora das horas normais de trabalho e aos fins de semana.
Segundo, começou por demolir o telhado que é comum às duas casas e que segundo a lei deveria ser preservado pois é obrigatório preservar as características arquitectónicas daquela zona. Assim expôs uma parede de tabique com mais de 50 anos que é a barreira entre a minha casa e o céu aberto.
Terceiro, o seu objectivo é cortar uma das vigas de apoio do telhado( que suporta inclusive o meu) para poder levantar a empena de um dos lados do telhado e colocar uma telhado préfabicado da empresa Cimianto, ficando este com um declive de 4 graus, que é certamente o indicado para uma cobertura plana e não para um telhado como o referido.
Quarto, e mais importante, este senhor não tem qualquer projecto aprovado, licenças ou sequer seguros para efectuar estas obras e muito menos aptidões, noções ou conhecimentos de construção civil e arquitectura.
O que me leva ao desespero de vos escrever é a situação em que esta mesma pessoa me está a colocar. Sou obrigada a deixar a minha casa sempre que ele e quem o possa acompanhar( isto a qualquer hora ou em qualquer dia de semana ou fim de semana) vão para a obra fazer o que quer que seja, pelo barulho e muito mais importante pela insalubridade que causa na minha casa.
Nos últimos dois meses tenho que viver com os meu moveis, mesas de trabalho, cama, roupa e tudo o que tenho tapado por lençóis e sempre que chego a casa tenho que efectuar as respectivas limpezas em vez de fazer o que deveria. Que seria, preparar a minha refeição, estudar e fazer os meus trabalhos da faculdade que garanto que já me dão trabalho suficiente.
Mesmo com as minhas tentativas de fazer compreender ao senhor em questão a instabilidade que me está a causar ele insiste que me "está a fazer uma favor"( isto mesmo quando leva os seus alunos da canoagem ao domingo para brincarem às obras, deixando jovens entre os 10 e os 16 anos sozinhos num cenário muito pouco próprio e inseguro como fez no passado domingo 16 de outubro).

Estou cansada de não poder Habitar na minha casa como uma pessoa normal. Eu, juntamente com a minha família já fizemos esforços de protesto junto à Câmara Municipal e mesmo junto á GNR local. Posso acrescentar que tudo o que foi feito até ao momento foi oferecerem-me um copo de água com açúcar para me acalmar. Mais insólito que isto desconheço!
Parece que este senhor deve ter os seus"conhecimentos" e está a cima da lei, do senso comum, da moral e todas as regras que se aplicam a uma comunidade civilizada.

segunda-feira, outubro 10, 2005

Bom dia.

Olá Outono.

Obs. Parabéns aos vencedores destas eleições. Que façam um bom trabalho e que no mínimo realizem aquilo que se propuseram a fazer.
Poderia escrever um discurso de posição política e ideológica mas não o vou fazer. Infelizmente nem todos podemos comprar o bem estar e a paz de espírio em forma de muro de 3 metros de altura á nossa volta, por isso devemos contribuir para o bem estar e felicidade geral.
É bom ajudar alguém a ser feliz.

terça-feira, outubro 04, 2005

Fix You

When you try your best, but you don't succeed
When you get what you want, but not what you need
When you feel so tired, but you can't sleep
Stuck in reverse
When the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone, but it goes to waste
Could it be worse?
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you
High up above or down below
When you're too in love to let it go
If you never try you'll never know
Just what you're worth
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you

Coldplay

ps. obrigada amiguinha

Antropologia do Espaço

“(...) a personalidade age tanto pela sua passividade como pela sua intervenção; a ausência não equivale ao desaparecimento do sujeito; num certo sentido, é um acto e, por vezes, mesmo o de maiores consequências...
(...) o homem pratica, muitas vezes, o mal desejando praticar o bem; mas chega também a querer praticar o mal pelo mal. O seu desejo é ambíguo, pois traz em si uma violência indissoluvelmente ligada ao amor.”

Jean-Marie Domenach in Abordagens à Modernidade.

domingo, outubro 02, 2005

Obras. Vivam os desportistas!

A minha casa está situada numa rua da parte velha de uma antiga vila junto ao rio. Antes de eu decidir fazer um projecto de recuperação, esta velha casinha era uma oficina de carpintaria. How posh! I live in a loft conversion by the river.
Acho que virou moda viver aqui. Tenho vizinhos novos que estão a remodelar a velha casa do lado.
Vivam os desportistas. O novo proprietário é o meu antigo professor de canoagem. Um campeão romeno fugido da sua terra natal, casado com uma rapariga portuguesa.
Resumindo, ele pediu ajuda a alguns colegas e amigos do clube naval e estão todos aqui bronzeados e de calções a ajudar no trabalhos. Acho que nunca gostei tanto de regar o meu quintal!

PS. Lamentável é a ameaça eminente de fazerem ruir o meu telhado. Salve-se quem puder.